Hidrovia do Madeira opera com cautela diante do início da vazante no estado
O monitoramento do nível do Rio Madeira em Porto Velho indica o início do período de vazante, com uma redução gradual, mas constante, do volume de água. A Marinha do Brasil e a administração do Porto Público emitiram alertas de navegação, orientando comboios de barcaças a reduzirem a calagem para evitar encalhes em pontos críticos, especialmente nos trechos próximos a Guajará-Mirim, na Macro Fronteira & Abunã.
O governo de Rondônia, através da SOP (Secretaria de Obras Públicas), intensificou as ações de dragagem em parceria com o DNIT para garantir a trafegabilidade do canal principal. A manutenção da hidrovia é considerada vital para o escoamento da safra agropecuária, que atinge seu pico de movimentação neste trimestre. Novos equipamentos de monitoramento batimétrico foram instalados para prever com maior precisão o comportamento do rio nos próximos meses.
Setores ligados ao agronegócio acompanham o cenário com apreensão, temendo que uma seca severa como a de 2023 eleve o custo do frete ou force o uso de rotas alternativas pela BR-364. A logística hidroviária é o motor da exportação de grãos e carne do estado, e qualquer interrupção significativa impacta diretamente a competitividade do produto rondoniense no mercado internacional, refletindo no VBP agropecuário.
A vazante também gera preocupação para as comunidades ribeirinhas do Vale do Guaporé, que dependem do rio para o transporte e subsistência. A Defesa Civil Estadual já elabora planos de contingência para garantir o abastecimento de água potável e insumos básicos, caso o isolamento de algumas localidades ocorra devido ao baixo nível das águas, repetindo cenários de desastres ambientais anteriores.
A expectativa para o segundo semestre é de manutenção da cautela, com o início do escoamento da safrinha de milho, mantendo Rondônia como protagonista no cenário logístico da Região Norte. O Porto de Porto Velho registrou recorde de exportação no início de 2026 e busca garantir a estabilidade das operações, provando que a inteligência logística é fundamental para o desenvolvimento regional.
