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O Messias e o “Caminho da Cruz” no Senado: O Bloco de 33 e a resistência(ou resiliência) de Alcolumbre que podem vetar o novo Ministro

O Messias e o “Caminho da Cruz” no Senado: O Bloco de 33 e a resistência(ou resiliência) de Alcolumbre que podem vetar o novo Ministro
  • Publishedabril 8, 2026

EDITORIAL / POLÍTICA – A política brasileira acaba de ganhar um capítulo onde a aritmética legislativa, o simbolismo e a alta tensão institucional se encontram. Com a oficialização da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) neste início de abril de 2026, um número místico emergiu como o maior pesadelo do Palácio do Planalto: 33.

Não se trata apenas de uma coincidência bíblica. É o número exato de senadores que compõem o bloco das regiões Norte e Centro-Oeste. Juntos, esses parlamentares detêm o poder de decidir se o “Messias” jurídico de Lula subirá ao tribunal ou se enfrentará um calvário político sem precedentes, agora agravado pela digital do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A “Confissão” que abala o Notável Saber Jurídico

O combustível que incendeia a resistência regional é técnico e ético. Em vídeo recente, o atual Advogado-Geral da União (AGU) faz uma declaração que estremece os pilares do devido processo legal. Messias afirma que o Ministro Alexandre de Moraes efetuou as prisões do 8 de janeiro “a seu pedido”.

Para o mundo jurídico, a frase é uma heresia constitucional. A AGU é o braço de defesa patrimonial da União e não possui competência para pedir prisões criminais — papel exclusivo da PGR e da Polícia Federal. Ao avocar para si a “paternidade” das algemas, Messias abre um flanco perigoso: ou admite desconhecer os limites de sua função, ou confessa uma interferência política atípica sobre o Judiciário. É essa “incongruência jurídica” que os 33 senadores do Norte e Centro-Oeste estão sendo convocados a julgar.

Alcolumbre: O “Pôncio Pilatos” de 2026?

Se o bloco regional é o corpo da resistência, Davi Alcolumbre é a sua cabeça estratégica. As informações mais recentes de meados de abril de 2026 revelam um cenário de ruptura. Irritado com a forma como Lula atropelou seus apelos presenciais para segurar a indicação, Alcolumbre adotou a postura de “lavar as mãos”.

Em conversas reservadas, o senador amapaense deixou claro: o governo que assuma a responsabilidade pela articulação. Ao reafirmar as prerrogativas do Senado e sinalizar que pode “segurar” a sabatina na CCJ por tempo indeterminado, Alcolumbre não está apenas defendendo a instituição; ele está dando tempo para que a rejeição popular à fala de Messias cresça nas bases eleitorais do Norte e Centro-Oeste.

O Dilema da Sobrevivência: O Risco 2026

Para senadores como Confúcio Moura (MDB-RO), Eduardo Braga (MDB-AM) e Alan Rick (União-AC), o cenário parece ser de “emparedamento”. Estamos em pleno ano eleitoral e, em seis meses, o eleitor dessas regiões — majoritariamente defensor do agronegócio e crítico ao ativismo judicial — irá às urnas para escolher dois senadores em cada estado.

Votar a favor de um indicado que assume publicamente ter “mandado prender” fora de suas atribuições legais pode ser o suicídio político. O Bloco de 33 senadores não é mais uma questão de ideologia partidária, mas de sobrevivência regional. Alcolumbre, ao fazer o movimento de se distanciar do Planalto, oferece a esses senadores a “saída honrosa” de votar contra um nome tecnicamente questionado.

Conclusão: A Geopolítica do Equilíbrio

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou um avanço e passou a adotar uma postura de aprovação, nos bastidores, à indicação de Jorge Messias. Aqui estão as últimas movimentações sobre o tema:

  • Sinalização de Aprovação: Após a formalização da indicação, Alcolumbre sinalizou que Messias deve ser aprovado, representando um aceno estratégico ao governo.
  • Respeito Institucional: Declarou ter recebido com “respeito institucional” a mensagem e garantiu que a sabatina seguirá os ritos constitucionais, sem criar obstáculos diretos.
  • Mudança de Postura: Embora houvesse resistência anterior da cúpula do Senado — que preferia Rodrigo Pacheco — a movimentação atual mostra que Alcolumbre não deve atuar contra a indicação formalizada em abril de 2026.
  • Contexto de Desabafo: Em bastidores, relatou que o problema “nunca foi Jorge Messias”, indicando que a resistência era política, ligada a outras pautas governamentais.

A expectativa é que a tramitação siga após a recepção do documento oficial. O “Messias” do governo agora enfrenta seu destino.

Resta saber se os representantes escolherão a conveniência de um governo ou a fidelidade ao povo.

O número 33, a idade do julgamento, nunca foi tão atual.

Written By
Mac Rivero

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